O perfil conta uma carreira excelente. Ele ainda não vende consultoria.
Esta análise olha o LinkedIn da Cláudia com uma lente só: a de um diretor de empresa que precisa contratar consultoria de marca, comunicação e experiência do cliente e chegou ao perfil dela para decidir se abre uma conversa.
Não é uma avaliação da carreira. A carreira está acima de qualquer dúvida: P&G, Coca-Cola, Editora Globo, Publicis, e cinco anos como CMO da Azul, com IPO simultâneo na B3 e na NYSE e a companhia eleita a melhor do mundo. O que está em análise é outra coisa: o quanto desse repertório chega até quem paga, na ordem em que o LinkedIn entrega.
Os marcadores ! ficam em cima do elemento onde o achado mora. Clique para abrir. O botão Como poderia ficar, no topo, troca o perfil pela versão reescrita.
Capa · trocada ontem, e já resolve metade
A capa é nova, de 15 de setembro, e é boa: tem uma frase que é dela (“comunicação que funciona em qualquer mesa, do grande ao pequeno negócio”), tem os 35 anos e tem um endereço de site. A maioria dos perfis executivos não tem nada disso.
Dois ajustes. O primeiro é de tamanho. O LinkedIn exibe essa capa com cerca de 500
pixels de largura no computador e menos ainda no celular. Na arte, o endereço
www.falecomclaudiafernandes.com.br tem mais ou menos um terço da altura da linha
laranja. Na tela real ele fica com seis pixels. Ninguém lê, e ninguém digita o que não lê.
O segundo é de promessa. A capa vende comunicação. O objetivo declarado é vender consultoria para empresas. São coisas próximas, mas quem compra procura a segunda palavra.
Foto · nada a fazer
Enquadramento certo, olhar na câmera, expressão aberta, fundo limpo e roxo que conversa com a capa. É uma foto de quem é contratada, não de quem procura emprego. Fica como está.
CMO as a Service I Ex-CMO Azul I PalestranteI Transformo comunicação em vantagem competitiva | CX na prática | Fundadora da Radar Consult | | Mestre pela University of Missouri IEmpreendedora
Consultoria de marca, comunicação e experiência do cliente para empresas · CMO as a Service | Fundadora da Radar | Ex-CMO da Azul | 35 anos entre P&G, Coca-Cola, Globo e Publicis
Headline · o achado mais caro do perfil
São 192 caracteres. O problema não é o tamanho, é o que cabe nos primeiros 80, que é tudo o que a busca do LinkedIn, o feed e a caixa de mensagens mostram antes de cortar:
CMO as a Service I Ex-CMO Azul I PalestranteI Transformo comunicação em vantagem
“Fundadora da Radar Consult” começa no caractere 124. Quem encontra a Cláudia numa busca nunca vê o nome da empresa dela. E a palavra “consultoria” não aparece nenhuma vez na linha inteira, embora seja exatamente o que ela quer vender.
Há ainda três coisas que a tela mostra e o editor esconde. Os separadores estão misturados:
quatro são a barra | e três são a letra I maiúscula. Como a fonte do
LinkedIn desenha o I sem serifa, PalestranteI Transformo é lido como
“Palestrantel Transformo”, e IEmpreendedora vira uma palavra só. E existe um par
de barras vazio depois de “Radar Consult”, um espaço reservado para algo que não foi escrito.
A empresa do topo tem cinco nomes diferentes
Aqui está escrito Radar Consult. O link desse mesmo item leva para uma página de
empresa chamada Radar Co., no endereço linkedin.com/company/radarconsulto.
A apresentação comercial em PDF se chama Radar Consult. O e-mail dela é
@radarconsult.com.br e o site que ela divulga é
falecomclaudiafernandes.com.br. E o cargo atual no topo da experiência é de outra
empresa ainda, a Além do Off, cujo link aponta para uma terceira página, a
Plataforma LÉIA.
Nenhuma dessas informações está errada isoladamente. Juntas, elas fazem com que a mesma empresa apareça com cinco nomes no mesmo perfil. Para quem está decidindo se contrata, isso não lê como um portfólio, lê como incerteza.
A seção que o LinkedIn fez para vender consultoria está desligada
O LinkedIn tem uma seção chamada Fornecer serviços. Ela existe exatamente para quem presta serviço profissional. Quando está ligada, ela faz três coisas: coloca um botão Solicitar serviços no alto do perfil, cria uma página própria listando o que a pessoa entrega, e passa a incluir o perfil nos resultados de busca de quem procura um prestador em vez de procurar uma pessoa.
No perfil da Cláudia ela não está ativada. O único caminho que um comprador tem hoje é Enviar mensagem, que é o mesmo botão de qualquer pessoa do LinkedIn e não diz o que se está pedindo.
É o item de maior retorno por minuto gasto desta análise inteira: o cadastro leva menos de dez minutos e a apresentação da Radar já tem a lista pronta de serviços a declarar.
Sobre
O que me diferencia de muitos outros executivos de Marketing e Comunicação? Minha essência e minha experiência.
Sou uma estrategista de comunicação com mais de 35 anos de atuação em marcas como Azul Linhas Aéreas, Editora Globo, Coca-Cola, P&G e outras empresas globais
no Brasil, México, Chile e Estados Unidos.
Atualmente, atuo como palestrante e consultora em temas como experiência do cliente, reputação de marca e comunicação estratégica, com foco em transformar presença em prestígio e clientes em verdadeiros embaixadores da marca.
Sou apaixonada por marcas: combino lógica, estratégias orientadas por dados, criatividade e intuição para construir marcas e negócios que realmente importam para as pessoas. Acredito no crescimento empresarial por meio de estratégias analíticas e criativas sólidas, e tenho histórico de sucesso tanto como sócia sênior em agência quanto como executiva de marketing e comunicação em nível C-Level. Tenho paixão por liderar equipes multifuncionais, garantindo que, juntos, possamos gerar valor real para os negócios.
Sua empresa tem um problema de marca, de comunicação ou de experiência do cliente que ninguém dentro de casa consegue resolver sozinho? É aí que eu entro.
Sou fundadora da Radar. Faço diagnóstico, plano e acompanhamento da execução para empresas que precisam de decisão, não de relatório.
São 35 anos construindo marca de dentro da operação: 17 anos com P&G, passagens por Coca-Cola, Editora Globo e Publicis, e cinco anos como CMO da Azul, onde conduzi a comunicação do IPO simultâneo na B3 e na NYSE e vi a companhia ser eleita a melhor do mundo pelo TripAdvisor em 2020.
O que uma empresa contrata comigo
Diagnóstico de marca, comunicação e experiência do cliente, com leitura do cenário e das
conversas com a liderança. Plano de posicionamento, mensagens e rotina de comunicação.
Acompanhamento quinzenal da execução, até o time conseguir tocar sozinho. E, quando o projeto
pede, especialistas de dados, CRM, jurídico ou operações entram junto.
Também levo isso para o palco, em palestras e workshops de comunicação, liderança, marca e uso responsável de inteligência artificial.
Para conversar: claudia.fernandes@radarconsult.com.br
Sobre · o que ela vende começa depois do corte
O texto tem 1.057 caracteres. O LinkedIn mostra os primeiros 270 e esconde o resto atrás de um “…mais” que a maioria não clica. Dentro desses 270 caracteres cabe uma pergunta retórica e uma lista de marcas onde ela passou.
A palavra “consultora” só aparece no caractere 351, ou seja, depois do corte. E a palavra “Radar” não aparece nenhuma vez no texto inteiro, embora seja o nome da empresa que ela quer vender.
Há ainda uma ausência que custa contrato: o texto descreve quem ela é, mas em nenhum momento diz o que uma empresa contrata, como o trabalho acontece, ou para onde escrever. Um comprador chega ao fim dos 1.057 caracteres sabendo que ela é boa e sem saber o que pedir.
Em destaque
Back to the 80´s
A trend da foto dos anos 80, com uma reflexão sobre ombreiras e liderança feminina.
O que nos une não é o câncer é a cura
Outubro Rosa, palestra oferecida sem cobrança.
Recordar é viver
A volta do pão na chapa nos voos da Azul.
E aí quanto vale um boa noite de sono?
Um texto sobre palestrantes que vendem fórmulas mágicas.
O que a Radar faz
Um documento de uma página: os três níveis de atuação, diagnóstico, plano e acompanhamento, e como é a primeira conversa.
Azul: marca construída com o avião no ar
O case contado como método, não como saudade. Quatro decisões e o que cada uma custou.
Jus Beauty e Jus Kids
Do insight na Sephora ao produto na lista da Vogue. Prova de que ela opera, não só aconselha.
Vitoriosas: um programa que ela criou e que continua de pé
Grupo de apoio e conscientização que ela implantou na Azul e que segue ativo. É comunicação interna feita por ela, com resultado que durou mais que o mandato dela.
Em destaque · a vitrine não tem nada à venda
O “Em destaque” é o único lugar do LinkedIn onde a pessoa escolhe, item por item, o que aparece logo abaixo do topo. É a vitrine do perfil.
Os quatro itens fixados hoje são: uma trend dos anos 80, um post de Outubro Rosa, uma lembrança do pão na chapa da Azul e um texto sobre palestrantes que vendem ilusão. São textos bons, com voz própria, e três deles estão entre os mais comentados dela.
Nenhum dos quatro fala do que ela vende. Não há um case, não há um serviço, não há a Radar, não há um convite para conversar. Quem chega ao perfil por indicação e para na vitrine sai sabendo que a Cláudia escreve bem.
Experiência
P&G, Coca-Cola, Editora Globo, Salles, México, Chile e Nova York não têm nenhum registro.
Experiência · quatro achados no mesmo lugar
1. Os 35 anos não têm onde ser conferidos. A capa diz 35 anos, o “Sobre” diz mais de 35 anos e cita P&G, Coca-Cola e Editora Globo. A experiência começa em 2014 e mostra 12 anos. Quem quer checar antes de contratar não acha nada anterior a 2014, e o que não é verificável não conta como prova.
2. Nove das dez posições estão em inglês. A única em português é um conselho de 2017. O comprador é uma empresa brasileira, que vai ler a capa em português, a headline em português e o “Sobre” em português. Ao chegar na parte que prova a carreira, a língua muda.
3. A Radar aparece duas vezes, partida. Uma de jul/2022 a out/2023 e outra de mar/2024 até hoje, com um buraco de cinco meses entre elas. A empresa que ela quer vender parece uma atividade intermitente. E nas duas o cargo é “Independent Consultant”, palavra por palavra “consultora independente”, enquanto a apresentação comercial vende uma consultoria com time multidisciplinar. Quem lê o LinkedIn vê uma profissional sozinha.
4. Dois campos contradizem o próprio texto. A PUC angels está marcada como Trainee em um cargo de Board Advisor. E a D2AIRPORT tem datas de jan/2023 a jul/2024, enquanto a descrição diz que o mandato começou em julho de 2024 e segue em andamento.
Competências
As cinco fixadas no topo do perfil:
As seis que o LinkedIn lista primeiro, todas atribuídas à Plataforma LÉIA:
As cinco fixadas no topo, na língua de quem contrata e no vocabulário de consultoria:
Logo abaixo, as que provam a origem executiva:
Competências · são as de uma CMO, não as de uma consultora
As onze competências que aparecem primeiro estão todas em inglês. Isso importa porque a busca do LinkedIn casa competência com termo procurado, e um diretor brasileiro procura “consultoria de marca”, não “Integrated Marketing Communications Planning”.
Mais de fundo: as cinco fixadas descrevem o que uma CMO faz dentro de uma empresa. Nenhuma descreve o que uma consultora vende para uma empresa: diagnóstico, posicionamento, plano, gestão de crise, treinamento, acompanhamento de execução. A apresentação da Radar tem essa lista pronta e ela não chegou ao perfil.
Um detalhe menor: “Director level” está cadastrado como competência. É um nível de senioridade, não uma habilidade, e ocupa uma das seis primeiras posições.
Licenças e certificados
As licenças e certificados que Claudia adicionar serão exibidos aqui.
Licenças e certificados · a seção está vazia, e as credenciais existem
A seção que o LinkedIn reserva para credencial está em branco. Ao mesmo tempo, a formação dela guarda IBGC (2020 a 2021), Harvard Business School com “Making Corporate Boards More Effective” (2013), MIT Sloan (2020) e New York University (2009).
Não é um erro grave, é um erro de endereço: quem procura credencial olha em “Licenças e certificados”, não desce até “Formação acadêmica”. Hoje tudo está no lugar onde ninguém procura.
Vale uma conferência: a apresentação da Radar afirma que ela é “qualificada conselheira pelo IBGC e Board Academy”. O IBGC está no LinkedIn. A Board Academy não aparece em nenhum lugar do perfil, nem na formação, nem nas licenças, nem nas publicações.
Recomendações
Oito recebidas. A mais recente é de 22 de maio de 2023.
| Data | Quem escreveu | Relação | Idioma |
|---|---|---|---|
| mai/2023 | Sandra Martinelli CEO da ABA, Associação Brasileira de Anunciantes | mesma equipe | português |
| jun/2021 | Gabriela Onofre CEO da Publicis Groupe Brasil | foi cliente da Cláudia | português |
| fev/2021 | Wilma Montilha hoje na equipe da Radar | respondia à Cláudia | português |
| abr/2010 | Gabriela García Zenteno | foi cliente | inglês |
| out/2009 | Patrícia de Sá Freire | foi cliente | sem texto |
| abr/2009 | Renata Affonso | estudaram juntas | inglês |
| ago/2008 | Priscila N. | foi cliente | inglês |
| ago/2008 | Julian Boulding | supervisionava a Cláudia | inglês |
Recomendações · a prova social parou três anos antes do negócio começar
A Radar virou a atividade principal em 2022. Não há uma única recomendação posterior a isso. Nenhum cliente de consultoria, nenhum contratante de palestra, nenhum patrocinador de workshop escreveu uma linha no perfil.
Isso não significa que os clientes não existam: significa que eles não estão visíveis para o próximo. Um comprador que desce até aqui encontra elogios de 2008, 2009 e 2010, quatro deles em inglês, e uma de 2009 que é de amizade e trata a Cláudia no masculino, escrita por alguém que estudou com ela.
As duas melhores estão lá e enterradas: Sandra Martinelli, CEO da ABA, e Gabriela Onofre, CEO da Publicis. Duas CEOs. É prova de primeira linha aparecendo depois de oito blocos de perfil.
O perfil como porta de entrada de consultoria
A nota abaixo não mede a carreira da Cláudia. Mede o perfil como ferramenta comercial, com uma pergunta só: um diretor que precisa contratar consultoria de marca chega aqui, tem onze segundos e decide se manda mensagem. Quanto do que ela tem chega até ele?
o perfil como porta de entrada
de consultoria
Onde começa “Radar Consult”
A busca do LinkedIn mostra cerca de 80 caracteres da headline. O nome da empresa dela começa no 124.
Onde aparece “consultora”
No “Sobre”. O LinkedIn corta em 270 e esconde o resto atrás de um “…mais”.
Publicações sobre consultoria
Em cinco meses. Sete falam de palestra, nove falam da Azul.
O que um comprador lê, na ordem em que o LinkedIn entrega
O LinkedIn não deixa escolher a ordem. Ele entrega sempre assim, e é nessa ordem que a decisão de mandar ou não mandar mensagem acontece.
| O que ele vê | O que está escrito hoje | O que ele conclui |
|---|---|---|
| Capa | Comunicação que funciona em qualquer mesa. 35 anos aplicando isso na prática. | Ela fala de comunicação. Boa frase. O site embaixo está ilegível no tamanho real. |
| Foto | Retrato profissional, olhar na câmera. | Executiva sênior. Confiança imediata. |
| Headline primeiros 80 caracteres | CMO as a Service I Ex-CMO Azul I PalestranteI Transformo comunicação em vantagem… | Ex-CMO da Azul que dá palestra. Não vê a empresa dela nem a palavra consultoria. |
| Botões | Enviar mensagem | Não há o que solicitar. Se quiser, que escreva um texto do zero. |
| Sobre primeiros 270 caracteres | Uma pergunta retórica e a lista de marcas por onde passou. | Currículo forte. Ainda não sabe o que ela faz hoje nem o que custa. |
| Em destaque | Trend dos anos 80, Outubro Rosa, pão na chapa da Azul, texto sobre coaches. | Escreve bem e tem história. Nada à venda. |
| Experiência | Founder I Managing Partner, Além do Off, autônomo. Depois Independent Consultant, Radar Consult, autônomo. Tudo em inglês. | Consultora independente com várias frentes. Aqui ele para. |
Em nenhum desses sete passos aparece a palavra consultoria, o nome Radar com consistência, ou um convite para conversar. O que o perfil comunica com eficiência é palestrante com passado de CMO. É por isso que o telefone toca para palestra.
Cinco nomes para a mesma empresa
Cada um desses nomes está certo em algum lugar. O problema é que todos aparecem ao mesmo tempo, para a mesma pessoa, na mesma visita.
| Nome | Onde aparece | O que o comprador faz com isso |
|---|---|---|
| Radar Consult | Headline, topo do perfil, cargo, apresentação em PDF | Procura no Google e no LinkedIn por “Radar Consult”. |
| Radar Co. | Nome real da página de empresa no LinkedIn, com 33 seguidores | Não encontra pelo nome que leu. Endereço: /company/radarconsulto |
| Além do Off | Cargo atual, o primeiro item da experiência | Entende que a empresa principal é outra. |
| ADO Consulting | Descrição do cargo de Além do Off, em inglês | Uma terceira consultoria entra na conta. |
| Plataforma LÉIA | Para onde o link do cargo de Além do Off realmente leva | Clica esperando a consultoria e cai numa plataforma de treinamento. |
Dois domínios para o mesmo negócio
O e-mail é claudia.fernandes@radarconsult.com.br e o
site divulgado na capa, na página da empresa e no botão do perfil é
falecomclaudiafernandes.com.br. Dois domínios
funcionam, mas obrigam o comprador a guardar duas coisas em vez de uma.
A página da empresa lista 31 especializações
Com “empreendedorismo” e “growth” repetidos, e “crisis management” e “gestão crise” como dois itens diferentes. Uma lista de 31 termos não posiciona: ela avisa que a empresa faz de tudo, que é o oposto do que se procura numa consultoria.
Cinco meses de publicação, medidos
Este é o lado forte. A Cláudia publica com uma constância que quase nenhum executivo sênior sustenta, e escreve com voz própria, com case real e opinião assinada. O que falta não é volume nem qualidade: é destino.
publicações
Entre abril e setembro de 2026. Uma a cada dois dias e meio, sem intervalo maior que uma semana.
reações por post
539 no total, com um pico de 52. Sobre 3.563 seguidores, dá 0,26%.
sem nenhum comentário
61% dos textos não geraram uma única resposta. Foram 4 compartilhamentos em cinco meses.
carrosséis
38 posts com uma imagem, 12 com vídeo, 9 só texto. Nenhum documento, nenhum carrossel, nenhum artigo.
Sobre o que ela escreve
O melhor texto dela é sobre erro, e termina sem pedir nada
“Alguém já foi a uma palestra que só falava sobre erros? Eu farei uma em breve.” É o post mais recente, tem tese, tem case (Kodak, Blockbuster, Casas Bahia) e tem a linha mais forte do período: “fiz IPO simultâneo na B3 e NYSE”. O convite no fim é “minha palestra está pronta, esperando você me contratar”. Quem lê precisa descobrir sozinho como contratar.
Nove textos sobre a Azul, um sobre a Radar
Os textos da Azul são ótimos: o pão na chapa, o voo que não decolou para Nova York, a maçã, o cardápio internacional. Eles provam repertório. Mas provam repertório de uma empresa onde ela não trabalha desde 2020. A empresa que ela quer vender apareceu uma vez em 59.
O perfil tem chamada para palestra. Para consultoria, nenhuma.
Três das 59 publicações terminam com um pedido comercial explícito. As três são para palestra. Nenhuma é para consultoria.
Antes de continuar, uma coisa que precisa estar escrita aqui
Duas dessas três chamadas são de Outubro Rosa, oferecidas sem cobrança, e a Cláudia escreve sobre esse tema de dentro. Ela é sobrevivente de câncer de mama. Nas palavras dela: “estamos aqui, saudáveis e curadas” e “queremos contribuir para que mais mulheres sejam VITORIOSAS como nós”. Criou e implementou o grupo Vitoriosas da Azul, que segue de pé até hoje.
Isso é missão, e missão não entra em análise comercial. O que esta seção discute é outra coisa: a consultoria, que é o que ela quer vender, não recebeu nenhuma chamada em cinco meses de publicação.
“Vamos levar esta palestra para a sua empresa?”
“NÃO COBRAMOS, esta é a nossa missão.”
Outubro Rosa, com Isabela Malucelli.
“Quer inovar e fazer o bem?”
“Leve esta palestra para sua empresa SEM CUSTO.”
Outubro Rosa para homens, criado a partir de uma conversa com um amigo. É o texto mais bem construído do período e o único com e-mail no corpo.
“Minha palestra está pronta, esperando você me contratar.”
Esta é a única chamada paga dos cinco meses. Sem valor, sem formato, sem link e sem e-mail.
O desequilíbrio não está entre pago e gratuito. Está entre palestra e consultoria. A palestra tem sete menções, três chamadas e dois formatos prontos. A consultoria tem uma menção em 59 publicações e nenhuma chamada. Quem acompanha o perfil por cinco meses sabe exatamente como levar a Cláudia a um palco, e não faz ideia de como contratar um projeto.
O caminho mais curto já existe e não está sendo usado
Toda palestra de Outubro Rosa acontece dentro de uma empresa, com RH e liderança na sala, falando de comunicação interna. É exatamente a mesa onde a consultoria da Radar se contrata. Hoje essa conversa termina quando a palestra termina.
O que falta é uma peça de uma página, entregue a quem organizou, com três perguntas sobre a comunicação interna daquela empresa e a oferta de uma conversa para ler as respostas. Nada que misture a causa com venda dentro da sala, e tudo que aproveita a porta que já foi aberta.
O que fazer, em três blocos
Em ordem de retorno por minuto gasto. O primeiro bloco é de uma tarde. O segundo é de uma semana. O terceiro é contínuo.
Bloco 1 · uma tarde, e muda o que o comprador vê
Ligar a seção Fornecer serviços
Dez minutos. Coloca o botão “Solicitar serviços” no topo do perfil e passa a incluir a Cláudia nas buscas de quem procura prestador. A lista de serviços já está pronta na apresentação da Radar.
Reescrever a headline pelos primeiros 80 caracteres
CMO as a Service I Ex-CMO Azul I PalestranteI Transformo comunicação em vantagem competitiva | CX na prática | Fundadora da Radar Consult | | Mestre pela University of Missouri IEmpreendedora
Consultoria de marca, comunicação e experiência do cliente para empresas · CMO as a Service | Fundadora da Radar | Ex-CMO da Azul | 35 anos entre P&G, Coca-Cola, Globo e Publicis
De quebra, some o “PalestranteI” colado, o “IEmpreendedora” e o par de barras vazio.
Trocar os primeiros 270 caracteres do Sobre
O que fica visível sem clicar passa a ser o problema do cliente, o nome da empresa e o serviço. O currículo continua logo abaixo, onde já estava.
Corrigir dois campos que contradizem o próprio texto
A PUC angels está marcada como Trainee num cargo de Board Advisor. A D2AIRPORT tem data de encerramento em julho de 2024 e a descrição diz que o mandato começou ali e continua. São dois cliques cada um.
Repetir as credenciais em Licenças e certificados
IBGC, Harvard, MIT Sloan e NYU já existem na formação. Duplicar em “Licenças” é onde a busca e o olho procuram. Se a certificação da Board Academy existe, ela entra aqui também.
Trocar os quatro itens do Em destaque
Dois cases, uma página sobre o que a Radar faz e a frente de Outubro Rosa. Os textos de opinião continuam trabalhando no feed.
Bloco 2 · uma semana, e arruma a prova
Passar a experiência inteira para português
Nove das dez posições estão em inglês. O comprador é brasileiro e lê a capa, a headline e o Sobre em português. Se ela quiser manter o inglês, o LinkedIn permite um perfil secundário em inglês, que é o lugar certo para isso.
Unificar a Radar em uma posição contínua desde 2022
Hoje são duas entradas de “Independent Consultant” com um vão de cinco meses. Vira uma posição de fundadora e sócia, de julho de 2022 até hoje, com a descrição de como o trabalho acontece e quais projetos já rodaram.
Escolher um nome e aplicar nos cinco lugares
Radar Consult ou Radar. A página da empresa passa a se chamar assim, os cargos apontam para ela, e Além do Off e LÉIA continuam existindo sem disputar a primeira dobra.
Dar onde conferir os 35 anos
Uma entrada cobrindo o período anterior a 2014, com P&G, Coca-Cola, Editora Globo, Salles, México, Chile e Nova York. Não precisa de detalhe, precisa de data. Sem isso o número da capa é uma afirmação sem lastro visível.
Refazer a capa com o endereço legível
A frase fica. O endereço sobe para o corpo da linha laranja e a palavra “consultoria” entra. A capa é o único elemento do perfil que ela controla inteiramente.
Bloco 3 · contínuo, e é o que faz o telefone tocar
Três pedidos de recomendação por mês
A mais recente é de maio de 2023. Começar por quem trabalhou com a Radar desde 2022, com um roteiro de duas frases: qual era o problema, e o que mudou. Seis recomendações novas mudam a leitura do perfil inteiro.
Um post por semana que termine em consultoria
Não é publicar mais: é publicar com destino. Dos 59 textos, um citou consultoria. A meta razoável é um em cada quatro, mantendo o mesmo tom e os mesmos cases.
Testar carrossel, que é o formato que ela não usa
Zero carrosséis em 59 publicações. É o formato que melhor transporta método, que é exatamente o que ela precisa provar para vender consultoria. Os textos longos dela já são carrossel, só estão em prosa.
Publicar pela página da Radar e repostar
A página tem 33 seguidores e já publica. Todo case sai por lá primeiro e ela reposta. Em seis meses a empresa deixa de ser um nome e passa a ser um lugar com histórico.
Doze pautas que ela já tem material para escrever
Nenhuma pede pesquisa, entrevista ou tema novo. Todas saem de coisas que ela já escreveu ou já viveu. A diferença é que cada uma termina em consultoria, não em palestra.
O que já está pronto e não precisa ser construído
Vale dizer com clareza, porque é a parte que normalmente leva anos e não se compra: a matéria-prima está toda lá. O trabalho é de organização, não de construção.
O ativo mais forte da consultoria está escondido dentro de um post
A Cláudia criou e implementou o grupo Vitoriosas da Azul, de apoio e conscientização interna e externa. Ela saiu da Azul em 2020 e o programa segue vigente até hoje.
Uma consultoria de comunicação passa a carreira tentando provar exatamente isso: que o que ela monta continua funcionando depois que ela vai embora. A prova existe, tem seis anos de sobrevida e não está na experiência, não está no Em destaque, não está nas competências e não está na página da Radar. Está em uma linha no meio de um post de Outubro Rosa e em uma entrada de voluntariado que ninguém abre.
Repertório verificável
IPO simultâneo na B3 e NYSE, melhor companhia aérea do mundo pelo TripAdvisor, comércio eletrônico em 40% da receita, marca avaliada em mais de 400 milhões de dólares, prêmio Maxmídia e Marketing Best. São fatos com fonte.
Constância de publicação
59 textos em cinco meses, com voz própria, sem post genérico e sem repetição. É o hábito mais difícil de criar e ela já tem.
Credenciais de governança
IBGC, Harvard Business School, MIT Sloan, NYU e mestrado pela University of Missouri. Nenhuma consultoria de porte pequeno no Brasil tem essa prateleira.
Prova social de primeira linha
Recomendações escritas pela CEO da ABA e pela CEO da Publicis Groupe Brasil. Precisam de data nova, não de substituição.
Time e método já formulados
A apresentação da Radar já tem os diferenciais, o time, os três níveis de atuação e a lista de serviços. Nada disso chegou ao LinkedIn. É recortar e colar.
Uma capa nova e boa
Trocada no dia 15 de setembro, com frase própria e endereço de site. Já está no caminho certo e precisa de um ajuste de tamanho.
Análise de LinkedIn · Cláudia Fernandes
Nobox Group · coleta feita em 16 de setembro de 2026.
Método: o perfil foi lido por inteiro, com todas as abas de detalhe abertas uma a uma (experiência, formação, licenças, competências, recomendações, reconhecimentos, voluntariado e idiomas) e com todos os “ver mais” expandidos, porque o LinkedIn mostra só parte de cada seção na página principal. As 59 publicações dos últimos cinco meses foram contadas uma a uma, com formato, reações, comentários e compartilhamentos registrados por publicação. A página da empresa foi lida separadamente. O foco comercial usado como lente saiu da apresentação da Radar Consult e da estratégia de posicionamento dela, e não de suposição. Contagens de caractere foram medidas no texto exato do perfil. Onde há dúvida, está escrito que há dúvida.